Eventos Sociais: Emoções e Singularidade

Realizar eventos sociais – casamentos, festa de debutantes, Bart-Mizvá, formaturas etc- requer uma característica fundamental do organizador de eventos: trabalhar com as emoções e com a singularidade. É claro que sempre é preciso inovar, independente do tipo de evento a ser realizado ou do cliente a ser atendido. Porém quando se trata de eventos sociais, o cliente tem outro perfil, o que exige uma postura bem diferenciada do organizador.

A relação cliente-produtor reflete um sentimento de amizade e respeito pelas opiniões de ambos, o que muitas vezes passa por cima de regras e padrões e que torna o evento mais pessoal e singular.

Quando você realiza um evento comercial, por mais que haja a intenção de satisfazer o cliente, o foco do sucesso é a satisfação do público. Pois este é o produto final do grande investimento realizado.

Já em um evento social, o foco é a satisfação do cliente direto, a realização do sonho e do desejo do anfitrião – o que nem sempre pode agradar os convidados.

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O bom uso da Etiqueta

Etiqueta é a prática da cortesia, do asseio pessoal.

As normas de etiqueta variam conforme o nível social de um grupo dentro da mesma sociedade, porém existem regras que são indispensáveis para as relações humanas, incluindo desde preceitos de higiene e asseio até o bom comportamento à mesa, trocas de gentilezas e refinamentos de linguagem.

Para usar a etiqueta, é preciso compreendê-la. Toda regra tem um porquê.

E o que seria da sociedade sem regras?

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Quebra de Protocolo

A quebra de protocolo é caracterizada quando não há o cumprimento direto do protocolo no Cerimonial. A aceitação desta quebra e a adequação às novas atividades a serem conduzidas a partir daí são de responsabilidade do Cerimonialista.

Um exemplo de quebra de protocolo pode ser percebido na composição de uma mesa de honra que não segue a precedência adequada ou quando há uma formação de platéia sem cumprir os procedimentos estabelecidos pelo protocolo.

Esta quebra não é considerada um erro de processo e sim uma situação que levou ao descumprimento de determinadas regras que poderiam até estar claras e serem conhecidas pelo executor. Desde uma mudança de posicionamento até trajes inadequados podem ser percebidos pelo cerimonialista e cabe a este não deixar que este “desvio de padrão” prejudique o bom andamento da solenidade e não a descaracterize.

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Conceitos e práticas de Cerimonial

Ao estabelecer as regras de boas maneiras que irão ditar o comportamento dos anfitriões e convidados, o evento exigirá uma sequência de acontecimentos, sequência esta determinada pelo Cerimonial.

 Para muitos, um bicho de 7 cabeças. Para outros, uma questão de estudo e atualização.
O Cerimonial nada mais é do que o cumprimento de leis que regem rituais característicos de cada situação ou época, seja nas Relações Diplomáticas, ou simplesmente em uma cerimônia de casamento. O Cerimonial conta com duas importantes figuras: O Chefe de Cerimonial e o Mestre de Cerimônias.
 
A mais importante atribuição de um Chefe de Cerimonial é estabelecer a formalidade do evento, seguindo as ordens de precedência e o cuidado com a linguagem de comunicação. Saber o protocolo nacional – no caso brasileiro, o estabelecido pelo Itamaraty – além de protocolos específicos, é a base do conhecimento deste profissional, hoje bem remunerado e reconhecido em sua especialidade rara no mercado. O Chefe de Cerimonial geralmente é contratado no pré-evento, estabelecendo a comunicação e toda a formatação da solenidade, desde os ofícios encaminhados até o posicionamento de palco (bandeiras, mesa de honra etc).
 
O Mestre de Cerimônias conduz o evento, orientado pelo Chefe de Cerimonial e, na sua ausência, pelo organizador do evento. Não basta ter boa voz e aparência para se cumprir bem o papel, é necessário o conhecimento básico de Cerimonial e o bom uso da linguagem de comunicação. O Mestre de Cerimônias costuma ser contratado para a ocasião da solenidade e a presença de artistas nesta profissão tem aumentado muito nos últimos anos – o que pode dar mais brilho ao trabalho, porém comprometer a formalidade do momento.
 
 
 
 
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Escreveu não leu…

As chamadas “fichas de nominatas” ou “cartões de nominatas” são a base de apoio do Mestre de Cerimônias para compor o Cerimonial de Abertura de um evento. Nelas devem estar relacionadas todas as autoridades presentes no ato solene, inclusive os representantes daquelas autoridades que se façam representar. Ao preenchê-las, o cerimonialista deve atentar-se aos seguintes detalhes:

- nomes e sobrenomes, devidamente grafados, com todos os acentos necessários;

- cargos das autoridades, citando departamentos quando necessário;

- vocativos adequados;

- instituição e/ou entidade a qual a autoridade pertence.

O Chefe de Cerimonial deverá preencher todos esses dados em ficha específica, de maneira legível para que o Mestre de Cerimônias possa entender e pronunciar de maneira correta cada nome. Aliás, o ensaio com os envolvidos na condução do Cerimonial é fundamental para que não hajam erros de pronúncia nem colocação errada dos dados referentes a cada personalidade presente.

Mesmo que preenchidas antes do evento, as nominatas devem ser conferidas conforme as autoridades cheguem ao local, evitando repetições de nomes e “furos” como não citar uma personalidade que esteja presente.

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Para que serve a tipologia?

O profissional de eventos deve fazer uso da tipologia ao referir-se aos eventos, identificando características e necessidades específicas.

O cliente espera que, após o briefing dirigido, o organizador detecte o tipo do evento a ser realizado e que faça uso das ações necessárias para a formatação correta e eficaz do seu evento. Reconhecida a tipologia, traça-se o perfil do público e este por sua vez, espera encontrar no evento sua devida formatação.

Há mais de 40 tipos de eventos, classificados em diversos segmentos – social, esportivo, cultural, corporativo etc. Fazer uso da correta terminologia facilita a identificação, qualifica o momento e registra de forma eficaz o que se espera da estrutura do evento.

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Qual é o tempo ideal de um coffee-break?

A pausa para o café costuma ser de 15 a 30 minutos – no máximo – e deve ser calculada de acordo com algumas características do evento:

- Programação: se as palestras e exposições forem muito extensas, deve haver uma pausa longa (30`) para suprir a necessidade de “desligamento” e a “recarga” do público. Em contrapartida, quando há uma quantidade muito grande de palestras em um mesmo período (porém de curta duração) é interessante deixar que a pausa seja curta – 15 a 20 minutos – para melhor aproveitamento do tempo, dadas as pausas já provenientes da troca de exposições / palestrantes.

- Deslocamento para o local do café: Caso haja longo deslocamento entre auditório e salão do café, deve-se considerar tempo suficiente para o mesmo, para ida e volta.

- Quantidade de pessoas x Espaço do evento: Para uma grande quantidade de pessoas, será necessário mais tempo de serviço de buffet e na acomodação de todos, tanto na sala do café, quanto no retorno ao auditório – via escadas, elevadores etc. Deve-se calcular também o número médio de pessoas que circularão pelos banheiros na hora deste intervalo, proporcionalmente à quantidade e estrutura dos mesmos.

O cigarro, o celular e também a preparação do palestrante – nos slides para sua exposição, evidenciam a necessidade de uma pausa nas atividades do evento. E ainda assim, sabemos que o brasileiro não possui o hábito da pontualidade, o que pode comprometer a programação do evento. Portanto, o ideal é anunciar o tempo de “break” abaixo do previsto, já considerando possíveis atrasos e contratempos.

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